A LUA, MAS NÃO A LUA DE LORCA
Havia uma rua
uma mulher nua
uma lua que subia
que descia
que aparecia e desaparecia
que se assanhava e que desistia
que hesitava e por fim se abria
fazia noite, fizesse dia.
No dia do crime da lua
– que se deu de imprevisto por causa do amor –
a rua toda emudeceu suas casas
e a mulher foi julgada
silenciosamente.
© 1980-2002 xenïa antunes. Todos os direitos reservados.
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