KHAJURAO
Ah, tu me matas, tu me consolas.
És um resto de homem, és um homem estrangeiro
és um homem rasteiro nos brancos campos de lá
mais-que-perfeito igarapé deixando o mar.
Ah, eu te mato, eu me consolo
e te proponho nada
cuspindo venosos beijos nas letras
ao rés do chão
selando a lembrança somática por avião.
Eu te mato e me desidrato de ti
deixando o cinema em Hiroshima
um poema
que nem Khajurao, meu amor.
© 1980-2002 xenïa antunes. Todos os direitos reservados.
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