KHAJURAO

 

 

 

 

Ah, tu me matas, tu me consolas.

És um resto de homem, és um homem estrangeiro

és um homem rasteiro nos brancos campos de lá

mais-que-perfeito igarapé deixando o mar.

 

Ah, eu te mato, eu me consolo

e te proponho nada

cuspindo venosos beijos nas letras

ao rés do chão

selando a lembrança somática por avião.

 

Eu te mato e me desidrato de ti

deixando o cinema em Hiroshima

um poema

que nem Khajurao, meu amor.

 

 

 

 

     

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