MULHER DE VERMELHO
Sentada
lá estava ela
perto da orquestra desafinada
bebendo cuba-libre com o canudinho
o perfume madeiras do oriente
se misturando
ao seu cheiro
gosto
tempero
doce-azedo.
E seu ar era de tanta urgência
que ela já nem mais olhava as caras
simpatizava automaticamente
com qualquer possibilidade de companhia.
© 1978-2002 xenïa antunes. Todos os direitos reservados.
home | artista | galerias | artemail | literatura | jornalismo | fotografia
arquivosxis | bluenotes | contato | links