CARPE DIEM (X)

 

 

 

 

A cidade oferece um espetáculo épico.

Dois heróis do trânsito deram a vida

pela indústria automobilística

aumenta a produção nacional.

 

A massa é transportada como gelatina estúpida,

os olhares vitrificados começam a derreter-se

no breu da anunciação do caos.

 

É afixado um cartaz de perigo na porta do mundo

todos os sujeitos chamados raimundo

perdem a senha da rima

os que são:

equilibristas

malabaristas

trapezistas.

A ginástica de uma serra elétrica viril

é confundida com as profecias

esperanças de tantas dívidas

e tantos santos a cobrar.

 

No caminho

apressam-se os pais da geração espantalho

que a lua acoberta

senil.

 

 

    

                                                        

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